Deuses da Mitologia Grega

A mitologia grega criou diversos deuses, mas apenas doze figuram entre os habitantes do Olimpo.

A mitologia grega está entre as principais teogonias do mundo. Ainda hoje, com os nomes romanizados ou não, está presente no mundo moderno. Os planetas do Sistema Solar, inclusive o rebaixado Plutão (Hades, na mitologia grega) levam nomes dos deuses gregos. Mercúrio (Hermes, o mensageiro dos deuses), Vênus (Afrodite, a deusa do amor), Marte (Ares, o deus da guerra), Júpiter (Zeus, o rei dos deuses), Saturno (Cronos, deus do tempo), Urano (deus do céu, que manteve o nome grego) e Netuno (Poseidon, deus dos oceanos) são os nomes latinizados de alguns dos deuses criados na Grécia antiga.

A mitologia grega, além das divindades, engloba uma série de criaturas: ventos, centauros, dragões, ciclopes, erínias, ninfas, górgonas, musas, gigantes, heróis e titãs. Estes últimos duelaram com os deuses do Olimpo pelo controle da terra. Derrotados, foram aprisionados no Tártaro (o inferno grego) ou obrigados a tarefas incríveis.

Deuses da Mitologia Grega

Atlas, por exemplo (que dá nome ao oceano Atlântico), foi obrigado a suportar o firmamento (o céu era entendido como uma grande abóbada, firme, que cobria a terra). Seu local de privação era o estreito de Gibraltar (entre Espanha e Marrocos), considerado o fim do mundo. Atlas só foi desonerado de seu encargo por Héracles (Hércules, em latim), que o libertou em um dos seus doze trabalhos para se purificar de uma maldição de Hera, rainha dos deuses, que o fez matar a mulher e os filhos em um acesso de loucura.

A Teogonia

Tudo se inicia com o Caos, o vazio primordial em que nada existe. Caos dá origem a Gaia, a deusa mãe. Gaia deu à luz Urano, sem intermediação de um pai. Desta união, nasceram os titãs: Oceano, Céus, Crio, Hiperion, Jápeto, Teia, Reia, Têmis, Mnemosine, Febe, Tétis e Cronos. Mas Urano não permitiu que estes filhos saíssem do ventre da mãe. Apenas Cronos, o mais jovem, rebelou-se, nasceu e acabou castrando o pai, deus do céu, e apossou-se das suas atribuições. Este ato de rebeldia liberou seus irmãos.

Urano não conseguiu procriar novamente, mas seus genitais, que caíram no mar, geraram Afrodite, nascida da espuma do mar, os gigantes, as ninfas e as erínias. Cronos, casado com sua irmã Reia (outra imagem da deusa mãe), tornou-se o rei da terra, tão severo quanto o pai: devorava os filhos assim que nasciam.

O casal divino gerou os primeiros deuses olímpicos: Héstia, Deméter, Hera, Hades, Poseidon e Zeus, todos imediatamente mortos por Cronos, menos Zeus: a mãe enrolou uma pedra em tecido e ofereceu-a ao pai. Zeus travou uma guerra com seu genitor: libertou os ciclopes do Tártaro, derrotou Cronos e condenou-o à mesma pena reservada aos titãs.

Surgiram então os deuses do Olimpo: Zeus e Hera (os reis dos deuses), Poseidon, Atena (a deusa da sabedoria e da estratégia). Ares, Deméter (deusa das colheitas e da fartura), Apolo (deus do sol e da luz), Artemis (deusa da caça e da vida selvagem, identificada com a Lua), Hefesto (forjador dos raios de Zeus, arquiteto e construtor), Dioniso (o deus do prazer e do vinho), Hermes e Afrodite.

Além destes doze deuses, a mitologia grega contempla também várias divindades rupestres, como Pã, deus da natureza, as dríades (espíritos das árvores), náiades (que habitavam as nascentes dos rios) e nereidas (espíritos do mar). Temiam também os sátiros (metade homens, metade bodes), que inspiravam os desejos mais primários dos homens, e as erínias (ou fúrias), que habitavam o submundo e perseguiam os culpados por homicídios, perjúrios, heresia, traições e adultérios.



Faça um Comentário